Eficiência e potência na corrida: como melhorar o desempenho com a SKILLRUN

No que se refere à inovação e à metodologia de treino, temos de reconhecer que o departamento científico da Technogym é pioneiro, revolucionário e, acima de tudo, sólido.

Características que a Technogym não perderá. Este ano, a corrida foi o tema central de Francesco Cuzzolin e Silvano Zanuso, respetivamente Diretor do Departamento de Investigação e Inovação e Gestora de Investigação Científica & Comunicação da Technogym.
Foram apresentados, em primeiro lugar, os aspetos biomecânicos e fisiológicos mais importantes da corrida, seguindo-se uma abordagem à potência de corrida e à sua monitorização, treino e teste com a SKILLRUN, a nova passadeira apresentada pela Technogym.

O movimento humano

Os dois principais movimentos realizados pelos humanos são a marcha e a corrida. Tais movimentos podem ser representados através de dois modelos básicos: o pêndulo invertido para a marcha e o pogo stick ou a mola para a corrida.

Para que as várias secções do corpo se movam, os músculos têm de se contrair numa sequência adequada a cada fase, sendo o trabalho realizado pela interação entre as energias potenciais e cinéticas da marcha ou, no caso da corrida, por um terceiro elemento representado pelas energias elásticas.

Fases da corrida

A corrida tem sido descrita com recurso ao paradigma do pogo-stick (Margaria 1976) em que a energia elástica desempenha um papel fundamental. Num pogo stick ou numa mola, parte da energia total do sistema durante a fase de voo é transformada em energia elástica na primeira metade da fase de contacto através do alongamento dos tendões. Na segunda metade da fase, uma parte consistente da energia armazenada é devolvida ao sistema através do recuo do tendão. Ao contrário do que acontece com um bom pogo-stick, é necessária alguma energia mecânica para manter o sistema em movimento. Com efeito, os músculos têm um consumo energético elevado, inversamente proporcional ao tempo de contacto (Kram e Taylor, 1990).

Para aumentar a eficiência e reduzir o impacto na extremidade inferior, o apoio do pé no solo deve ser feito sob o centro de gravidade do corpo ou próximo dele.

Este movimento ativa o nosso mecanismo natural de mola ao efetuar contrações excêntricas dos músculos do tornozelo, joelho e anca durante o ataque ao solo.

Para uma maior eficiência, o ataque ao solo deveria ser feito com o pé alinhado com o centro de gravidade e não à frente do mesmo. Desta forma, poderíamos evitar a ocorrência de ruturas e a acumulação de energia elástica resultante do mecanismo de mola dos tendões.

Eficiência desportiva
Nos desportos, contudo, a poupança de energia deve ser eficiente (em corridas de longa distância ou em desportos de equipa com corrida de transição, como é o caso do futebol) e em determinadas situações, precisamos ainda de ser capazes de executar diferentes tarefas com um dispêndio de potência elevadasprintsmudanças de direçãocorrida lateral, etc.

Assim, num desporto como o futebol, temos de ter duas preocupações em mente: a economia e a poupança de energia em corrida de baixa intensidade (designada como corrida de transição no futebol) e a capacidade de produzir a maior força possível num curto espaço de tempo – potência – durante um sprint.

Os parâmetros básicos utilizados para analisar o padrão fundamental de locomoção no desporto são: a cadência, a passada e comprimento da passada, a oscilação vertical e o tempo de contacto com o solo. Tais parâmetros podem ser analisados e visualizados em sessões específicas reproduzidas em laboratório, mas é possível utilizar um parâmetro simples que resume adequadamente os parâmetros fundamentais e ajuda a ‘quantificar’ a produção de energia durante a corrida.

Este parâmetro é representado por WATTS. O Watt é a unidade de potência standard, equivalente a um joule por segundo e diretamente influenciado por:

  • velocidade - quanto maior a velocidade, maior a produção de watt;
  • cadência - a uma determinada velocidade, quanto maior a cadência, menor a produção de watts;
  • tempo de contacto com o solo - a uma determinada velocidade, a produção de watt diminui com a diminuição do tempo de contacto.

Como melhorar a sua corrida com a passadeira SKILLRUN

A SKILLRUN é uma passadeira inovadora que permite monitorizartreinar e testar a potência. Em termos específicos, duas capacidades básicas e opostas podem ser treinadas para:
1. Proporcionarem maior economia e poupança de energia em corridas de longa distância
A economia pode ser alcançada quando, a uma determinada velocidade, é produzida uma menor quantidade de energia. Para alcançar esse objetivo, a SKILLRUN possui algumas funcionalidades específicas assentes num conjunto de parâmetros de biofeedback (visualização dos watts em tempo real) e, mais especificamente, num exercício de treino de cadência. Este exercício tem como objetivo treinar a capacidade de correr a diferentes cadências, mantendo simultaneamente uma velocidade constante e melhorando, assim, o controlo neuromuscular. De facto, sabe-se que, quando cansados, os corredores de longas distâncias tendem a diminuir a cadência e a aumentar o comprimento da passada, tornando-se menos eficientes e aumentando o risco de lesões devido à deterioração de certos parâmetros cinéticos fundamentais: maior deslocação do centro de gravidade, maior impulso de travagem, maior tempo de contacto com o solo, mau ataque ao solo (com a parte posterior do pé, em vez de com a parte anterior).
2. Produzirem a maior potência possível durante um sprint ou para enfrentar uma resistência externa
A capacidade de produzir a maior potência possível durante um sprint ou de enfrentar uma resistência externa assenta em dois pré-requisitos essenciais: força e velocidade, sendo a potência o resultado dos dois. A SKILLRUN é a primeira passadeira a disponibilizar programas destinados a aumentar a força (através do sled training) e a velocidade (graças ao parachute training). Tanto no Sled Training como no Parachute Training, todos os parâmetros específicos do treino podem ser definidos e monitorizados: peso do trenó e dimensão do paraquedas, distância a cobrir, número de repetições, potência alcançada, tempo até à potência máxima, etc.

De que forma a cadência e o tempo de contacto influenciam a economia de corrida

Cadência. Os corredores experientes optam por uma frequência de passada mais próxima da ideal (custo energético mínimo) do que os corredores inexperientes (Cornelis et al. 2014). Os corredores experientes otimizam naturalmente a frequência de passada de forma a minimizar o consumo de oxigénio (Huntyer e Smith).

Tempo de contacto. Vários autores demonstraram uma relação inversa entre a economia da corrida e o tempo de contacto com o solo (Williams e Cavanagh, 1987; Chapman et al., 2012; Di Michelle e Merni, 2014). Com efeito, os músculos têm um consumo energético elevado, inversamente proporcional ao tempo de contacto (Kramer e Taylor, 1990).

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